
Os meus olhos espelham minha alma!
Às
vezes, alguma tristeza ou alegria,
Dúvidas
imensas,
Poucas
certezas.
É
um verde assumido do contemplar a natureza,
E as
suas mais belas formas de beleza.
É
de centro negro pensativo,
De
querer viver muitas vidas,
Sem
tempo ou espaço definido.
É
o Eu poeta que observa,
Transforma
e lapida as cores da vida;
Fazendo
da poesia,
A
canção mais bonita.
É
o meu sol que nasce ao amanhecer,
E
não se põe,
Mesmo
ao escurecer.
É
o que se deita ao meu lado,
E
quando adormeço, me pede:
-"Hei,
sonha comigo acordado!"
É
o meu horizonte perdido,
onde
vôo com os pássaros,
Rumo a
caminhos desconhecidos.
É
a minha criança que ainda brinca de amarelinha,
Que
guarda lembranças,
De
coisas só minhas.
É
vontade de aprender,
Das
coisas que observa lá fora,
Pra a
si mesmo compreender.
Não
é certeza sem discussão,
Pois
neste caminho,
Sempre
andei na contramão.
É
o verde das florestas da minha Minas Gerais,
E tem
ao seu redor,
O
branco e o vermelho suave,
de
alguma lágrima de saudade serena,
Das
coisas que não esqueço jamais...
Carlos
Lucchesi
Olhos Meus
