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Errei muitas
vezes,
Repetidas vezes,
Vezes sem fim.
Errei
por não querer jamais errar.
Errei
nos conselhos que dei,
E até por querer sempre dar,
A aqueles que conseguiram acertar.
Errei
quando atirava pedras,
E questionava as que queriam me atirar.
Errei
pela arrogância,
Preciosismo e intolerância,
Por chorar escondido pra ninguém perceber;
Atribuir a outros meus próprios erros,
Quando só a mim deveria ser.
Errei
por acreditar na perfeição,
E imaginar que os erros fossem a sua contramão.
Errei
por fazer poucos amigos,
E não dividir meus traumas e segredos.
Errei por incontingência desse inexplicável medo.
Errei
por decisão,
E também por omissão.
Errei
por esquecer dos erros que cometi,
E não ter a sensibilidade de reconhecer
Que pelos erros se chega à verdade.
Errei
por persistência,
De não somar os meus erros à minha
experiência.
Errei mais do que devia,
Menos do que a minha prepotência queria.
Errei por motivos inconfessáveis e pretextos
inomináveis.
Errei
por te amar sem limites;
O maior dos meus erros,
Que nunca vou deixar de errar.
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