| Chamas de um Amor |
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...Era uma
adolescente de dezessete anos de idade; cheia de sonhos e planos para
o
futuro. Naquele momento, seu maior objetivo era concluir os estudos,
que lhe
assegurasse uma vida profissional estável. Foi no
pátio
da escolha que o viu pela primeira vez, e ali mesmo teve a certeza de
que seria
para sempre. Apenas
se
olharam insistentemente, sem que fosse pronunciada nenhuma palavra.
Seguiram
adiante e se perderam de vista. Nos
dias
seguintes procuraram um pelo outro entre as centenas de alunos;
até que
finalmente se encontraram e começaram a conversar. Era
tão forte
o que sentiam um pelo outro, que em pouco tempo estavam namorando, com
o
conhecimento dos pais. A
princípio
foram contra por conta da pouca idade de ambos. Imaginaram que seria
apenas
mais um namoro sem grandes consequências, e que tudo
não passaria de alguns
meses; como normalmente ocorre com os adolescentes nesta idade. Mas
não foi
assim que aconteceu... Na
escola,
como em casa, e em toda parte; o sentimento de um pelo outro parecia
cada dia
maior. Era impossível ver um, sem que o outro estivesse
presente. Dividiam
todos os minutos dos dias e de suas vidas. Passados
seis
meses de namoro, chegaram à conclusão de que
não dava mais pra viver sem o outro.
Decidiram pedir permissão aos pais para o noivado e
casamento; a ser marcado o
mais rápido possível. Pra
não verem
os filhos tomarem a atitude de saírem de casa; apoiaram.
Dariam toda ajuda
necessária, até que conseguissem terminar os
estudos, e tivessem então
condições de se manterem por conta
própria. Ficaram
noivos,
com data marcada para o casamento. Ele
sobreviveu, mas teve o rosto completamente e irremediavelmente
desfigurado
pelas chamas. O diagnóstico médico foi o pior
possível: Não havia cirurgia
plástica que fosse capaz de restaurar, ou refazer os
traços do seu rosto. Teria que
usar uma máscara para o resto de sua vida. Foi um
duro
golpe numa adolescente de apenas dezessete anos. Com certeza, o maior
da sua
vida. Quando
se
viram pela primeira vez, depois do acidente, foram difíceis
as palavras. Ela
estava ali de pé diante dele, e por entre a
máscara que ele usava, só era
possível reconhecer os olhos. Ainda eram os mesmos de antes.
Naquele olhar
estava o Amor da sua vida. Sentou-se
à
beira da cama e com as palavras completamente embargadas pela
emoção, começaram
a conversar. Aos
poucos,
ele tentou convencê-la de que seria melhor terminar o noivado
e esquecer o
casamento. Não queria que ela ficasse presa a ele por
piedade, ou nenhum outro
sentimento que não fosse Amor. -
“Te Amo
como sempre”, foram às palavras que ela
pronunciou, em meio às suas lágrimas. Uniram-se em um abraço, como nunca tinham feito antes... Mais
uma vez
aquele Amor surpreendeu a todos, e se mantiveram juntos, com o firme
propósito
de se casarem, tão logo fosse possível. Poucos
meses depois
se casaram; ele ainda com a máscara sobre o rosto. Um ano
depois tiveram
gêmeos: um menino e uma menina. Estão juntos
até hoje, com planos de encherem a
casa e suas vidas de alegrias e filhos.
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A
liberalização desenfreada do sexo traz como
conseqüência imediata à
banalização, e a perda da referência do
significado do que seja Amor. A
rotatividade é tão grande que não
há chances, nem tempo pra nenhum sentimento
mais profundo. |
