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"Conta-se
que um Mestre Indiano chamado Mesoudim, conversava com um amigo que lhe
fez a
seguinte pergunta:
-
“E então Mestre, nunca pensastes em
casamento?”
-
“Já pensei”, respondeu Mesoudim.
“Em
minha juventude resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o
deserto,
cheguei a Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e linda, mas ela
não
sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem e fui à
cidade de Isbaham.
Lá conheci uma mulher que conhecia o reino da
matéria e do espírito, mas não
era bonita.
Então
resolvi
ir até a cidade do Cairo, onde jantei na casa de uma
moça bonita, religiosa e
conhecedora da realidade material”.
-
Intrigado o amigo indagou: “E por que não casastes
com ela?”
-
“Ah meu companheiro!”, suspirou Mesoudim.
-“Infelizmente
ela também procurava o homem perfeito”.
Na
maioria das vezes buscamos a perfeição nas outras
pessoas e nos esquecemos de
lapidar e caminhar ao encontro da nossa. Verdade que
perfeição absoluta é algo
inatingível, contudo há pessoas que parecem se
distanciar cada vez mais desse
extremo oposto.
Algum
tempo atrás conversava com pessoa conhecida, que me
questionava sobre as suas
qualidades. “Disposição para o
trabalho”, respondi. Antes que ela desejasse
saber de mim outras virtudes; foi convocada pela chefe para uma
reunião de
trabalho. Felizmente sai ileso, pois eu não conseguiria
encontrar nela nenhuma
outra qualidade, além daquela e dos belos traços
do seu rosto.
Alguém
já disse que o paraíso deve ser lugar muito
chato. A rotina nos incomoda. A
inércia e coisa de pessoas sem objetivos e ousadia para
enfrentar desafios.
Perfeição
e paraíso podem ser caminhos, mas é bom que
não sejam chegada. |